MAS AFINAL, POR QUE CONSUMIR MODA?



Considerada uma das indústrias mais poluentes a moda alimenta um sistema de produção, que é reproduzido e curto prazo, interpretando o espírito do tempo com criatividade e identificação. 

Interligado ao modelo econômico que ainda predomina em grandes empresas de confecção, com a lógica de: 'Extrair - produzir - consumir e descartar', a indústria têxtil é caracterizada como a responsável por 20% da poluição das águas do planeta; gera 25% de todo o resíduo agrotóxico, em plantações de algodão, e somente no Brasil, estima-se que produza cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano. Neste mesmo cenário estamos vivendo a "era do consumidor", onde todas as ações são voltadas para o momento da captura de seus recursos, para resultar na compra ou aquisição de produtos ou serviços. Com mais informações, o consumidor é um sujeito multicanal, que obriga as empresas a serem bem mais ágeis, acelerando os processos de fabricação e oferta de diferenciais em seus produtos. As escolhas dos consumidores baseiam-se na identificação, com o posicionamento e práticas dessas marcas em relação a temas e necessidades da humanidade. Há tempos "a venda" já não é apenas um ato unilateral, e são os consumidores que ditam o ritmo das mudanças.


Desta forma surgiram os diferentes tipos de consumo que sustentam os sistemas de moda. No caso do “fast fashion” ou moda rápida a lógica faz-se em ofertar produtos com preços baixos, confeccionados em materiais que serão descartados brevemente. Este tipo de sistema resulta no consumo de massa, devido ao seu alcance e volume de peças produzidas. É o que podemos encontrar em redes de lojas de departamentos com grande variedade de produtos. Nesse sistema de moda podemos adicionar a sugestão de Michael Braungart, químico alemão, que propõe que ao desenvolvermos produtos, deveríamos pensar em soluções que favorecessem o meio ambiente ao invés de prejudicá-lo, pois é muito mais produtivo não gerar resíduos do que solucionar lixo produzido.


Quando falamos em outros sistemas e soluções para a moda pensamos em: Consumo Consciente, Moda sustentável, Slow Fashion ou moda lenta. Estamos tratando de sistemas que funcionam em um ritmo oposto ao praticado nas indústrias voltadas ao consumo de massa. A Moda Sustentável e a Moda Lenta ou Slow Fashion estão relacionadas aos aspectos ambientais, sociais, econômicos e culturais de um produto. Seu desenvolvimento dependem desses fatores, e sua execução deve ser focada nas relações de trabalho, na utilização e reutilização correta de recursos naturais, e na viabilidade econômica desse ciclo. Assim como as demais formas de produção da moda, estas também dependem da conectividade entre pessoas, e fazem da colaboração uma das características mais potentes desses sistemas. Produzir para o consumo consciente não é produzir apenas para o crescimento, mas produzir com mais qualidade. Porque o consumo consciente diz respeito as nossas escolhas como consumidores. Parte do princípio de analisarmos a necessidade de adquirir ou não determinados produtos ou marcas. E nos confere o poder de contribuir (ou não) com os sistemas vigentes. Ao aceitarmos pagar por aquele serviço ou produto também estamos concordando com a produção e práticas de toda uma indústria que o produziu. 


Percebemos a necessidade de repensar o sistema de moda, e que em ambas as propostas, a moda deve ser desenvolvida com um olhar mais coerente, influenciando seus processos produtivos e de consumo.


Outra alternativa que pode colaborar para a transformação do consumo é prolongar o ciclo de uso de peças de vestuário. A técnica de design em reutilizar peças em desuso, no desenvolvimento de novos modelos, chamado de "upcycling", confere à moda a possibilidade de acrescentar práticas do pós-consumo, ressignificando o vestir. Por que toda roupa carrega um significado, conta uma história, passa por processos manuais, além de processos tecnológicos.


É resultante de pesquisa, investimentos, deve gerar lucros para manter um sistema de consumo  mais consciente e uma moda mais coerente, por isso:


ANTES DE CONSUMIR, PESQUISE.

Analise se você conhece e concorda com as práticas da marca que está lhe oferecendo um produto ou serviço.


Pergunte sempre:

#quemfezminhasroupas?

#doquesaofeitasminhasroupas?


FIQUE ATENTO (A): 

De 14 a 17 de outubro acontece o  3o Forum Fashion Revolution Brasil - 

No formato online e gratuito propõe pensar a moda, com os assuntos referentes ao

antirracismo na moda, sociedade de consumo, gestão de resíduos e outras questões da cadeia produtiva.Faça sua inscrição como ouvinte no link da bio em:  

@fash_rev_brasil   

ou em: 

@aab_design_moda


Seguimos.

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Texto e Imagens:  @aab_design_moda

Aline Andreazza Bussi - Designer - Educadora - Fashion Design Researcher 

Especialista em Gestão Estratégica de Moda

Representante do Movimento Fashion Revolution Curitiba


Fontes & Referências:

(Artuso. E, Design sustentável / 

Berlim. L, Moda & Sustentabilidade / 

Fashion Revolution: @fash_rev / @fash_rev_brasil)






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